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Cathalogo impresso na 4. Parte, cap. 18 do Epitome de la Hist. Portug., que unicamente consta de 206 Escriptores.

Não indica a pessoa que lhe confiou o manuscripto, nem qual destino lhe deu.

THEATRUM LUSITANIÆ LITTERARIUM, SIVE BIBLIOTHECA SCRIPTOR! M OMNIUM LUSITANORUM — pelo Doutor João Soares de Brito.

Traz as noticias de 876 authores.

Barbosa Machado aproveitou este trabalho para a sua Bibliotheca Lusitana.

«O original (do Theatrum) foy mandado, diz Barbosa, no anno de 1655 a París para se imprimir, e não se executando se conserva na Bibliotheca d'ElRei Christianissimo. » Barbosa obteve uma cópia do manuscripto.

O Sr. Ferdinand Denis declara no Discours Préliminaire do seu Résumé de l'histoire littéraire du Portugal, ter consultado le Dictionnaire biographique de Soares de Brilo.-E no fim do Capitulo 28 diz assim: «Je signalerai encore aux personnes qui s'occupent de littérature étrangère un ouvrage dont Barbosa invoque souvent le témoignage.... le Theatrum Lusitaniæ Lilterarium. Il renferme en général des jugemens concis. Mais j'y ai remarqué quelques erreurs biographiques, et c'est à tort qu'il donne le titre d'ecclésiastique à Gil Vicente. On voit néanmoins que Soares de Brito a été d'une grande utilité à l'auteur de la Bibliothèque Lusitanienne."

BIBLIOTHECA PORTUGUEZA — por João Franco Barreto.

Barbosa Machado vio uma cópia do manuscripto, onde se comprehende, diz elle, vastamente a noticia dos authores portuguezes, posto que muitas vezes se dilata em narrações improprias deste assumpto. O original estava na Livraria do Cardeal de Sousa.–O P. Antonio de Macedo, e Jorge Cardoso fallão com elogio do trabalho de Barreto. Uma cópia do Mss. estava, diz Barbosa Machado, na Bibliotheca do Duque de Cadaval. - BIBLIOTHECA LUSITANA — por Jorge Cardoso.

Jorge Cardoso he o author do Agiologio Lusitano, e nesta

| Le Theatrum est devenu trop rare. Il se trouve manuscrit à la Bibliothèque Royale. (F. Denis.)

obra faz elle muitas vezes menção da sua Bibliotheca, para cuja composição se applicára cuidadoso a reunir noticias sobre os varões celebres nas Lettras e nas Sciencias.

Barbosa Machado nunca pôde alcançar a obra; mas Nicoláo Antonio assevera tê-la visto..

- BIBLIOTHECA LUSITANA — pelo P. Francisco da Cruz (Jesuita, Mestre e Confessor do Sr. D. João 5.)

Barbosa Machado vio os Mss., por intervenção do Conde da Ericeira D. Francisco Xavier de Menezes, e diz que se comprehendem em quatro volumes, escriptos da propria mão do author, onde confuzamente estão lançadas as noticias, e muitas vezes em diversos lugares repetidas. Em um daquelles volumes lião-se quinhentos elogios latinos dos authores que principião pela lettra A, que ficou incompleta. Barbosa Machado admirou a pureza e elegancia do estylo, bem como a vasta lição, e profundo exame, com que o Padre Francisco da Cruz escrevia esta obra, digna do ultimo complemento.

SYLLABUS SIVE BIBLIOTHECA MAXIMA OMNIUM SCRIPTORUM, QUI TRIBUS S. FRANCISCI ORDINIBUS NOMEN DEDERUNT — por D. Fr. José Maria da Fonseca e Evora. (Bispo do Porto, sagrado a 12 de março de 1741, e socio da Academia Real da Historia Portugueza.)

-MINERVA LUSITANA, SEU NOTITIA OPERUM QUÆ À LUSITANORUM CALAMO UMQUAM PRODIERE—- por D. Manoel Caetano de Sousa.

(He um Catalogo de Escriptores Portuguezes, que publicarão Sermões, Orações, Epigrammas.)

Do mesmo Author ficarão mais alguns escriptos ineditos, que são apontados na Bibliotheca Sousana do Conde da Ericeira, D. Francisco Xavier de Menezes, Lisboa 1736. 4 grande.

-BIBLIOTHECA BENEDICTINA LUSITANA—por Fr. Marceliano da Ascençam. (Principiada no anno de 1732.)

-TRATADO DE VAROENS ILLUSTRES QUE HOUVE EM o REYNO DE PORTUGAL—por Duarte Nunes de Leão. (Faz menção desta obra na Descrip. de Port. cap. 60 )

roa, Reitor

COLLECÇÃO DE HISTORIADORES, ORADORES, E AUTHORES

DE CARTAS LATINAS PORTUGUEZES.
COLLECÇÃO DOS MAIS INSIGNES POETAS PORTUGUEZES QUE

ESCREVERÃO NA LINGUA MATERNA — pelo Padre An

tonio dos Reis.
ORIGEM E FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA.-
CATALOGO DOS SEUS REITORES E LENTES. -CATALOGO DOS
LENTES FÓRA DO REINO — por Francisco Carneiro de Figuei-

que foi da Universidade de Coimbra, desde os fins de 1722 até 1744.

(Ao indefesso trabalho com que examinou o Cartorio da Universidade deve ella as Memorias Chronologicas que escreveo, e publicou o Beneficiado Francisco Leitão Ferreira. Barb. Mach.)

Julguei conveniente apresentar a resenha especial dos escriptos ineditos sobre a Historia Litteraria de Portugal, por isso - que tenho por um dever de consciencia aplanar o caminho aos que pretenderem tratar da nossa Litteratura ex professo. Ou casualmente appareção esses manuscriptos, ou se diligenceie o seu descobrimento, ou se promova a publicação de algum, he obvio que, para todas as hypotheses, se torna muito necessario o conhecimento da riqueza que possuimos neste genero.

Portuguezes benemeritos, que nas Universidades estrangeiras oc

cupárão Cadeiras de ensino publico, dando mostras de talento
e erudição.
Para formar o competente Catalogo veja-se:
BIBLIOTHECA LUSITANA — No Prologo, e no artigo biogra-

phico relativo a cada um dos nomes ali citados. PRIMEIRO ENSAIO SOBRE A HISTORIA LITTERARIA DE POR

TUGAL — pelo Sr. Francisco Freire de Carvalho. Nesta interessante obra apresenta o erudito author, em alguns dos periodos em que dividio a Historia Litteraria, mui apurados catalogos dos Portuguezes que honrárão a Patria nos paizes estrangeiros, regendo dignamente Cadeiras em differentes Universidades.

Se o Historiador Litterario entender que deve proceder a

indagações sobre o estado de um paiz, desde os tempos os mais remotos, de que possa haver conhecimento, livre lhe será o fazê-lo, e porventura com alguma utilidade, se nesses periodos afastados poder descobrir alguma riqueza litteraria. Assim, por exemplo, em quanto á Historia Litteraria de Portugal, poderá alguem querer adquirir noticias do estado intellectual dos

poyos que habitárão o nosso paiz, antes do estabelecimento da Monarchia Portugueza, e nas epochas mais remotas de que haja conhecimento. Nesse caso será necessario dividir aquelle vasto periodo nas seguintes epochas:

1.' Até ao tempo em que começou a dominação Romana.
2. Durante a occupação Romana.
3." Desde a entrada dos Povos do Norte até à dos Arabes.
4.4 Desde a invasão dos Arabes até á fundação da Monar-

chia Portugueza.
Para ser guiado nesse labyrinto tem os seguintes fios:
MEMORIAS DE Antonio Caetano do Amaral para a Histo-

RIA DA LEGISLAÇÃO, E COSTUMES DE PORTUGAL. (Tomo 1.', 2.0, 6.0 e 7.o das Memorias da Litteratura Portu

gueza.) Nas eruditas notas das preciosas Memorias de Antonio Caetano do Amaral se encontrão citados os Authores, que podem fornecer noticias sobre o estado das Lettras nas epochas que acima apontámos.

DISSERTAÇÕES DO Padre Antonio Pereira de Figueiredo.

(Tomo 9.o da Historia e Memorias da Academia Real

das Sciencias de Lisboa.
DE ANTIQUITATIBUS LUSITANIÆ-por André de Resende.
PASCHALIS JOSEPHI Mellii FREIRII... HISTORIÆ JURIS

Civilis LUSITANI LIBER SINGULARIS...
ENSA10 SOBRE A HISTORIA DO GOVERNO E DA LEGISLAÇÃO

DE PORTUGAL... — por M. A. Coelho da Rocha. (Nas

quatro primeiras Epochas.) Cumpre, porém, ponderar o seguinte:

Se já um Historiador nosso rejeitou do seu trabalho, como ostranba a elle, a historia de todas as raças, ou sociedades, de qualquer parte da Hespanha, anteriores á existencia da nação portugueza como individuo politico, limitando-se ao que he rigorosamente historia de Portugal; ? por força de maior razão a nossa historia litteraria tem o seu natural principio na fundação da Monarchia Portugal, -em quanto que a historia da Litteratura só pode começar no momento em que a Lingua Portugueza estiver formada, e apparecerem n'ella algumas obras, decididamente reveladoras da cultura do espirito.

CAPITULO IV.

DE UMA ESPECIALIDADE IMPORTANTE DA HISTORIA LITTERARIA:

OS ESTABELECIMENTOS SCIENTIFICOS E LITTERARIOS DE PORTUGAL.

NA Historia da Litteratura entra, como parte integrante, a noticia dos principaes Estabelecimentos Scientificos e Litterarios, quer dos creados por Lei, quer dos provenientes de associações entre os amigos das Sciencias e das Lettras.

Este assumpto carece de um certo desenvolvimenio, no que respeita aos subsidios a que deve recorrer-se para conhecer, ou compor esta parte da Historia Litteraria; e por isso me faço cargo de o tratar neste Capitulo.

Universidade de Coimbra.

Sobre a historia desta Universidade temos, entre outros, os seguintes elementos de informação:

NOTICIAS CHRONOLOGICAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

- pelo Beneficiado Francisco Leitão Ferreira. COMPENDIO HISTORICO DO ESTADO DA UNIVERSIDADE DE

COIMBRA.-1772.

PROVAS DA HISTORIA GENEALOGICA, etc.
MONARCHIA LUSITANA. — P. 6. liv. 16. cap. 57 72 e 73;

e P. 6. liv. 18. cap. 28.

i Vej. Introd. á Hist. de Portugal do Sr. A. Herculano.

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