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Evora, i Cavallero que supo guarnecer con letras í virtud, todo grande, su calidad, entre sus discursos tiene uno, s trata desto docta, i verdadera, i desapassionada, i cortesmente. Assi muestra como por antiguedad, o por incorrupció de idioma, ninguna lengua se puede estimar por mejor que la otra : i que de las corrupciones que tuviero todas, la Latina es la que oy se conserva menos corrupta, i que en esse estado que tiene se llegan màs a ella la Castellana, i Portuguesa, en las vozes, i en las cinco partes (mejor la Portuguesa) que deve tener uma lengua para ser perfeta, que son copia, pronunciacion facil, brevedad; escrivir lo q habla, i al contrario; propiedad para todos estilos; i lo prueva bien etc.)=

Alvaro FERREIRA DA VERA. «Breves Louv. da Ling. Port. »

« ..... Vierão os Romanos, de que tomamos muita parte da lingua Latina, com que ficou limada e aperfeiçoada de maneira, que tem as cinco qualidades, que se requerem para ser perfeita huma Lingoa.»

ANTONIO DE SOUSA DE MACEDO. «Flores de España.»

«..... podemos componer muchas oraciones, que juntamente son Portuguesas cerradas, y Latinas perfectas, y entrambas lenguas dizen lo mismo. »

-FR. ANTONIO DA PURIFICAÇÃO. «Chron. dos Erem. de S. Agost.»

«Outra excellencia tem a Ling. Port., tomada da Latina, Rainha das Lingoas, e he ser mais semelhante a ella, que todas as outras, porque em nenhuma Lingoa se podem fazer orações inteiras, por breves que sejão, as quaes juntamente sejão Lati

nas.»

VIEIRA. « Approv. da 3.' pt.' da Hist. de S. Dom. »

« Só mendigão de outras lingoas os que são pobres de cabedaes da nossa, tão rica e bem dotada, como filha primogenita da Latina. »

-ANDRÉ DE RESENDE.

« Et re vera, durant adhuc in nostra lingua, quæ pene lalina est, multa græcitatis vestigia. »

MADUREIRA. «Orthographia. »

«Todos os nossos auctores confessão, e devem confessar to«dos aquelles, que professarão a latinidade, que a nossa lingua « é filha da latina. E se perguntarmos em que? Respondem, que « na similhança dos nomes, na imitação dos verbos, na proprie«dade dos vocabulos. E eu accrescento, que o não é menos no « som da perfeita pronunciação. »

-BLUTEAU. « Vocab. Port. e Lat. »

« Na belleza, fidalguia, riqueza, e virtudes d’estas duas ir« mâs (Port. e Cast.) não queiraes especular preferencias, que « muito se parecem com sua mãe, a lingua latina.»

ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO. «Dissert. Academ. 1781.)

« Mas o que eu desejára, he que, bem como Horacio aconselhava aos seus Pisões, que supprissem principalmente da fonte grega o que lhes faltasse no latim; assim nós as palavras que tomassemos emprestadas, fossem antes da lingua latina, que he a matriz da nossa,

que de qualquer outra. »

nossa, do

-FRANCISCO Dias GOMES. «Obras Poeticas.»

« He certo que a nossa lingua portugueza he, de todas as da Europa, a mais chegada a latina.... e com rasão finge Camões, que Venus se affeiçoára aos portuguezes por ver n'elles, não só o valor romano, mas ainda a mesma lingua.»

Francisco MANUEL DO NASCIMENTO. «Da arte poetica.)

Se temos de pedir a alguma bolsa
Termos que nos faleção, seja a bolsa
De nossa mãe latina, que já muito
Nos acudiu com pressas mais urgentes
Quando em bronca escacez já laboramos
Ao sahirmos das mãos da bruta gente.

Quem, vendo, em carcomidos pergaminhos,
Foraes de Gôda-Arabica escriptura,
Dirá que elles descendem da elegancia
Da lingua dos Romanos, que a foi nossa,
Que a bem fallámos muitos centos de annos!

JERONYMO SOARES BARBOSA. «As duas linguas, ou Gram. Philos. da Ling. Port., comparada com a latina, para ambas se aprenderem ao mesmo tempo.»

« Ponho os principios communs a todas as linguas; d'elles formo as regras geraes da linguagem, que applico primeiro á lingua portugueza em exemplos curtos e familiares, os quaes traduzidos logo em latim, mostrão a conformidade das duas linguas: e quando a latina discrepa da nossa (o que raras vezes succede) ponho primeiro o exemplo latino, seguido immediatamente de sua traducção em linguagem.)

JOSÉ VICENTE GOMES DE MOURA. «Noticia succinta dos monumentos da Lingua Latina, etc.)

Q.... E por este modo sabemos que as linguas italiana, franceza, hespanhola e portugueza são irmãs, e fazem uma familia, que descende da latina em tão grande parte, que se lhes tirarmos o fundo, que d'esta receberão, restará mui pouco. »

M. FERDINAND Denis. Résumé de l'Histoire du Portugal.

No Capitulo 1.o, que tem por titulo:— Pourquoi la littérature portugaise est peu connue.- Origine de la langue, ses progrèsdiz o illustre author o seguinte:

=«Quoique nous n'ayons point de grands détails sur la langue des anciens habitans de la Lusitanie, il parâit, d'après le témoignage de Strabon, que ce langage était déjà assez avancé, puisque les Turditains avaient un grand nombre de lois écrites en vers, et qu'ils possédaient même, selon cet auteur, des ouvrages de la plus haute antiquité.

« Il est probable, comme le fait observer Faria, qu'il arriva dans la Lusitanie ce qui arrive chez toutes les petites nations conquises. Les peuplades changèrent d'idiomes comme elles changeaient de princes étrangers. Cette contrée fut plus sujette à de semblables révolutions que le reste de l'Espagne, en raison du nombre de ses ports, visités alors si fréquemment.

« Bientôt, cependant, les invasions des Romains exercèrent sur le langage une influence durable; le latin fut adopté presque généralement, et les conquêtes des Goths et des Africains ne purent changer entièrement le caractère d'une langue tout à la fois noble, sonore et harmonieuse, dont la perfection avait suffisemment frappé des peuples encore barbares, pour qu'ils ne l'oubliassent plus. Dès lors le latin devint le modèle du portugais; il se modifia selon les peuples conquérans, mais il n'a point subi autant de changemens que dans l'Italie, et depuis les bons écrivains ont fait constamment leurs efforts pour ramener son harmonie dans le langage qu'ils perfectionnaient. Plusieurs auteurs se sont même exercés à composer des morceaux qui sont également latins et portugais; j'en ai rassemblé les preuves dans les notes de cet ouvrage.) =

ANONIMO. «A Lingua Portugueza he filha da Latina, ou Refutação da Memoria em que o Sr. Patriarcha eleito, D. Francisco de S. Luiz, nega esta filiação.» 1843 Lisboa.»

=«O Sr. D. Francisco de S. Luiz disputa á lingua portugueza a sua descendencia da latina;.e como opinião correlativa, sustenta tambem que o latim nunca fòra vulgar em Portugal. - Examinarei esta Memoria. Ha paradoxos que he preciso combater, principalmente quando seus effeitos podem ser perniciosos, e se acham apoiados, como este, pela reputação de um nome illustre. »=

O SR. ALEXANDRE HERCULANO. «Historia de Portugal, Introducção. » — «Resposta ao Conde A. Raczinski. » — «Reflexões Ethnographicas, Philologicas e Historieas a proposito de uma publicação recente sobre a origem celtica da lingua portugueza.» (Panor. 155, 184-4).

=«Temos procurado fazer sentir a completa revolução operada na Peninsula pela civilisação romana, e por consequencia a necessidade de admittirmos que a lingua latina chegou a obter inteiro dominio n’estas partes, cumprindo todavia não esquecer que essa lingua devia ser a quotidiana, rustica ou simples, alterada desde logo por phrases e vocabulos indigenas, e cujas differenças do latim litterario só podemos até certo ponto suspeitar, sendo as mais provaveis entre ellas, como dissemos, a confusão ou falta dos casos nos nomes, e das variações verbaes, d'onde era forçoso nascesse a ordem natural no discurso, e o uso frequente das preposições.»=

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AUTHORES QUE IMPEGNÃO A PILJAÇIO LATINA.

-ANTON10 RIBEIRO DOS SANTOS. «Memoria sobre as origens e progressos da poesia portugueza. »

=Mostrámos em nossa Obra das origens da antiga lingua de Hespanha, e de seus actuaes dialectos, que a nação hespanhola conservou sempre o seu idioma primitivo, posto que alterado, em todo o tempo do senhorio e dominação romana.=

-JOÃO PEDRO RIBEIRO. « Dissertações Chronologicas e Criticas, tom. 1, disc. 5.»

=«Eu porém me persuado, qne a lingua original das Hespanhas se não extinguiu com a dominação dos romanos, antes conservando-se tambem atravez da dominação dos godos, suevos e arabes, foi n'este quarto periodo que se subdividiu, etc.»=

-FR. JOAQUIM DE SANTA ROSA DE VITERBO. «Elucidario.»

Na Advertencia Preliminar diz o author: «Occupem-se nestas cousas (origens de palavras, os homens grandemente versados nos idiomas mais antigos, qual o Corduvez Aldrete, bem conhecido pela sua obra Origem da Lingua Castelhana, impressa no anno de 1613; mas ficaremos sempre na certeza, que apezar da sua erudição pasmosa, talvez nos vende por demonstrações as conjecturas, e que tudo o que avançou com attendiveis fundamentos sobre a Origem da Lingua Castelhana, igualmente pertence á Lingua Portugueza, que naquelle primeiro periodo se não distinguia, da que em toda a Hespanha se fallava. »

-D. FRANCISCO DE S. Luiz. «Memoria em que se pretende mostrar que a lingua portugueza não é filha da latina, nem esta foi em tempo algum a lingua vulgar dos lusitanos.»

=«É nosso intento examinar n'esta Memoria se a lingua portugueza é filha (como dizem) da latina, isto é, se pela entrada e longa dominação dos romanos na Lusitania, ficou a sua lingua sendo commum e vulgar entre nós, esquecido ou abandonado o nacional idioma; ou se este continuou a usar-se do mesmo modo na communicação e tracto familiar dos povos, ainda que progres

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